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Escola de Circo promove 13º Arraiá da Cultura Popular

Festa integra comunidade da região leste com apresentações de diferentes expressões da cultura popular brasileira

Já imaginou um palhaço caipira? E uma quadrilha junina dançada com pernas de pau? Isso é só uma pequena parte do que é possível ver no Arraiá da Cultura Popular, da Escola de Circo Dom Fernando (IDF/PUC Goiás), na região leste da capital. Iniciada ontem, 18, a 13ª edição do evento continua hoje à noite, às 19, com uma série de apresentações culturais e barraquinhas de comidas típicas, reunindo pessoas da comunidade local e visitantes de longe, que vêm para curtir a festança.

“A Escola de Circo é uma mediadora, que sedia o evento. Ele é feito com muitas parcerias, desde as ‘barraqueiras’ [como são apelidadas as mulheres da comunidade que trabalham nas barraquinhas de comida] até equipamentos sociais, escolas e igrejas, que trazem apresentações”, lembra a coordenadora da escola, Janaína Gomes. “É uma atividade que já é tradição. Em dois dias, a festa mobiliza toda a comunidade em torno não só de apresentações juninas, mas também de várias expressões da cultura popular como a poesia, o teatro de rua, o hip hop, as danças urbanas, a arte circense entre outras coisas”, explica a coordenadora do Instituto Dom Fernando (IDF), professora Elizabete Bicalho.

Dentre as 15 atrações da primeira noite de evento, a educanda Paula Beatriz de Almeida, 16, que se apresentou dançando ciranda e frevo – expressões típicas do nordeste brasileiro, mas pouco vistas nas festas populares em Goiás. “A festa mal acaba e já começamos a ensaiar para o ano que vem”, conta. Este não é o primeiro arraiá que participa, no entanto. “Estou aqui há dez anos. Gosto da diversidade, do respeito, de trabalharem conosco o nosso lado humano também”, reforça. Na plateia lotada, o pai concorda. “Estou sempre integrado com a Escola de Circo, que é uma grande incentivadora da cidadania aqui”, diz Paulo Brito, que também é agente comunitário de saúde.

Em uma das barracas mais frequentadas, a ‘barraqueira’ Fátima Cleci, ou Fatinha, como é mais conhecida, vende, desta vez, canjica e arroz doce. Frequentadora da Escola de Circo desde o início, quando “ela começou debaixo de um pé de manga”, Fatinha define o local como um agregador da comunidade. “A escola de circo sempre foi aberta. Eu vi isso aqui nascer e por aqui passaram meus filhos, agora passam meus netos. Nós, barraqueiras, temos um amor muito grande pela escola”.

A festa continua nesta quarta-feira, 19, com muitas atrações populares. A entrada é gratuita.