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Proafro inicia capacitação com professores da rede municipal

Curso tem por objetivo auxiliar professores e auxiliares de escolas e CMEIs goianienses no uso da literatura para discussões étnico-raciais

© by Weslley Cruz

Em uma das salas da Escola de Formação de Professores e Humanidades, professores, educadores e funcionários da rede municipal se encontravam em roda, dialogando suas vivências iniciais com questões étnico-raciais em escolas e CMEIs da cidade. No quadro, dezenas de livros, todos disponíveis na rede, além de mapas e infográficos e brinquedos. Será a partir deles que os 50 educadores inscritos pensarão o tema nos próximos meses.

O curso Literatura infantil e educação para relações étnico-raciais: caminhos teóricos, experiências e vivências, foi iniciado nesta terça-feira, 23, e deve ser concluído em dezembro. Voltado para professores e funcionários da rede municipal de ensino, o curso é realizado em parceria entre o Programa de Estudos e Extensão Afro-Brasileiro (Proafro/PDH/PUC Goiás), a Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás (FL/UFG) e a Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) de Goiânia.

A formação é uma das várias opções já ofertadas a partir da parceria entre a PUC e a SME desde 2017. “Essas pessoas já trabalham com a contação de histórias, com o lúdico, mas muitas vezes o que falta é repertório para trabalharem essas questões sem reforçar preconceitos”, explica a coordenadora do Proafro, Fátima Freitas.

A fala se liga ao que é dito em sala pelos participantes, que relatam tentativas de trabalho das histórias e culturas africana, afro-brasileira e indígena em meio a questões sociais muito presentes, como o racismo e a autonegação. “Às vezes, a gente está imbuída de boas intenções, mas reforça estereótipos, então vim mesmo pela busca de conhecimento”, lembra Hermivone Nunes Ribeiro, do CMEI Professora Iacy Alba.

Em três módulos, o curso irá trabalhar a questão a partir da literatura, em encontros presenciais e virtuais. Além de aulas, debates e oficinas, jogos africanos e indígenas trarão a prática para o dia a dia das aulas. “É importante trazer provocações e possibilidades e não somente teoria para depois passar a prática. Isso acabará sendo importante para que conteúdos indígenas, africanos e afro-brasileiros passem a fazer parte do conhecimento desses professores diariamente”, explica a coordenadora.

Na primeira aula, a capacitação contou com a palestra Literatura africana na perspectiva da educação para a relações étnico-raciais, ministrada pelo prof. dr. Rogério Canedo (FL/UFG).

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Fotos: Weslley Cruz