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Colóquio relembra os 50 anos conferência geral de Medellín

Os "documentos de Medellín" são considerados a fundação da visão comunitária da Igreja latino-americana na contemporaneidade

Há pouco mais de 50 anos, entre o final de agosto e o início de setembro de 1968, a cidade de Medellín, na Colômbia, recebeu uma conferência que mudou os rumos da Igreja na América Latina e a moldou em proximidade à que conhecemos já hoje, em 2018.

Para relembrar esse marco e discutir seus reflexos nos caminhos da Igreja e de seus fieis, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião (PPGCR) da PUC Goiás promoveu na quinta-feira, 22, o colóquio aberto Medellín 50 anos (1968 – 2018), no miniauditório 406 da Escola de Formação de Professores e Humanidades.

“Quando falamos de Medellín, na Igreja, estamos falando do nascimento da teologia da libertação, do olhar aos direitos humanos e na luta contra as ditaduras no continente”, explica o professor Alberto Moura, que coordenou a atividade.

Para o docente e pesquisador, encontros como esse são importantes para que a sociedade latino-americana não perca a concepção humana trazida com os documentos de Medellín. “Foi um movimento que deu uma contribuição imensa para mudar a cabeça das pessoas sobre as questões sociais”.

Para o Frei Marcos Sassatelli, que compôs a mesa, os documentos derivados da II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho de Medellín, em 1968, devem ser estudados e retomados ainda hoje, reverberando na comunidade. Tentando contribuir com a causa, escreve regularmente a série de artigos Medellín em gotas, que já está com seu 18º volume publicado em artigos e na internet.

“São os documentos fundantes da igreja latino-americana enquanto igreja latino-americana. Antes, era uma igreja europeia na América Latina”, explica. “Medellín procurou encarnar, na América Latina e no Caribe, os documentos do Concílio Vaticano II e abrir caminhos para uma igreja mais simples, em contato com os pobres”, continua. Entre os grandes ganhos para a população do continente, o Frei destaca a criação de comunidades eclesiásticas de base, a Teologia da Libertação e a opção pelos pobres. “Nasceu, com Medellín, um modelo de igreja simples, fraterna, onde todos são iguais, um modelo, então, comunitário de igreja”.

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Fotos: Ana Paula Abrão