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Cuidados com a voz na terceira idade é tema de workshop

Atividade reuniu alunos e voluntários da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati)

© by Weslley Cruz

Cerca de 70 alunos e monitores da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) da PUC Goiás participaram nesta quinta-feira, 25, do workshop A Voz do Idoso, ministrado pela fonoaudióloga e professora Lílian Moura Borges. A atividade integrou a programação do Mês do Idoso, promovida na universidade pelo Programa de Gerontologia Social (PGS).

Na oficina, em uma das salas da Escola de Formação de Professores e Humanidades, no Setor Leste Universitário, a curiosidade dos alunos, sobretudo dos idosos, deu o tom da formação. As dúvidas foram sendo tiradas a partir de exemplos, vídeos e exercícios.

“Eles ficam muito suscetíveis às mudanças fisiológicas, então pensamos nesse conteúdo para conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos em casa e de exercícios, inclusive de fala e mastigação”, frisa Lílian.

Exercícios para a autopercepção também foram trabalhados, sinalizando a importância do idoso ter condições de entender que algo está errado antes do avanço do caso. “A percepção da voz é muito importante porque pode identificar as alterações na deglutição. Se minha fala fica roupa por muitos dias seguidos ou se tenho uma voz ‘molhada’, tudo isso me dá indícios para procurar ajuda profissional e questionar se algo está errado”, pontua a professora.

Na Unati desde o início do ano, Maria da Penha Toneto Silva, 61, viu no workshop mais uma oportunidade de pensar as mudanças no próprio corpo. “A gente tá ficando velho e precisa se fortalecer. Eu noto algumas diferenças na minha voz, bem pouquinhas”, afirma. Maria justifica na falta de um plano de saúde a ausência de idas ao fonoaudiólogo, mas faz questão de correr atrás de opções gratuitas de cuidado. “Eu faço aqueles exercícios de respiração em casa e agora estou de olho nesses também. Se a gente deixar a preguiça de lado, a gente faz, porque os exercícios são fáceis”.

“Eles sempre pedem atividades que envolvam teoria e prática, em que eles possam aprender a lidar eles mesmos com as questões”, enfatiza a coordenadora do PGS, professora Lisa Valéria Tôrres. Sobre a atividade, a professora vê como um ganho a aproximação intergeracional entre alunos da Unati e da universidade, que atuam como voluntários e bolsistas.

Monitora no PGS, a acadêmica de Serviço Social Kêmilly Souza, 19, destaca, no trabalho com os idosos, a oportunidade de aprender com a sabedoria de quem já viu a cidade mudar a cada nova geração. “É uma experiência muito gratificante. Muitas vezes não damos muita moral para os idosos, mas aqui eu percebo que a gente aprende muito com eles. É um público que me chama atenção e que pretendo continuar trabalhando, depois”, enfatiza.

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Fotos: Weslley Cruz