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PUC Goiás abre 4º Congresso de Ciência e Tecnologia

Aproximação com universidades goianas e homenagem marcaram a abertura oficial do evento, que segue até sábado (20)

© by Ana Paula Abrão

A PUC Goiás abriu na noite desta terça-feira, 16, a quarta edição de seu Congresso de Ciência e Tecnologia. O evento, que ocorre em consonância com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2018, reuniu estudantes, professores e autoridades no Teatro PUC, Câmpus V.

“É um momento em que a universidade mergulha em ciência e envolve também todos aqueles que querem aqui adentrar. É um grande momento de socialização, de partilha”, pontuou a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa e presidente do evento, professora dra. Milca Severino.

O tema escolhido para ser debatido em todo o país [Ciência para a redução das desigualdades], chega em um contexto importante para o Brasil, de sensibilizar as nossas comunidades para o impacto da ciência no dia a dia, avalia a professora. “Em todas as áreas nós temos a ciência como benefício para a humanidade. Ela melhora a qualidade de vida das pessoas, garante a independência nacional”, frisou.

“Pensar ciência é uma questão de soberania nacional”, completou a presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Maria Zaira Turchi, ao enfatizar o papel do congresso na PUC e em diversas instituições na divulgação da ciência.

Construir pontes

Com mais de 10 mil inscritos e com cinco dias de programação, o evento, que envolve todas as escolas e institutos da universidade, já se estabelece como um dos maiores da região. “É número, quantidade, mas também representa uma série de questões, de superações”, destacou o reitor Wolmir Amado. “É importante que a gente se sinta parte do movimento de transformação e de desenvolvimento. Já tem muita gente construindo muros. Nós, universidades, devemos construir pontes”.

Ao falar da importância do conhecimento para a superação de processos de exclusão social, o reitor fez um apelo ao público, relembrando mais uma vez o papel essencial da universidade na comunidade. “Ciência, não se esqueça dos pobres. Intelectuais, não se esqueçam dos pobres. Universidades, não se esqueçam dos pobres. Não nos esqueçamos”.

Reitores da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Estadual de Goiás (UEG), e do Instituto Federal de Goiás (IFG) e de instituições de ensino também acompanharam a abertura, em um movimento de aproximação. “Essa partilha nos enche de força e coragem. É uma honra estar aqui na casa da nossa irmã mais velha”, frisou o reitor da UFG, Edward Madureira, que reforçou o discurso de aproximação entre as instituições.

Homenagem

Foto: Ana Paula Abrão

Uma homenagem especial também marcou a noite oficial de abertura. A cada edição, um pesquisador da PUC Goiás é agraciado com a medalha de mérito científico por sua contribuição à comunidade. Nesta quarta edição, a professora doutora Mariana Pires de Campos Telles, coordenadora do bacharelado em Biologia e docente no Programa de Pós-Graduação em Genética, foi a escolhida. “É muita, muita, muita emoção. São 44 anos de vida e 20 de profissão e eu revivi muita coisa aqui, agora”, explicou com a voz embargada de emoção após receber a homenagem.

No palco do Teatro PUC, a pesquisadora recebeu o diploma e a medalha de mérito das mãos dos reitores da PUC Goiás e da UFG, instituições onde atua. Sua história é uma força inspiradora para todos nós”, acrescentou o reitor da Pontifícia Universidade, Wolmir Amado.

A cerimônia ainda contou com performance de atores do grupo Arte e Fatos e apresentação musical do Coral da PUC Goiás, ambos ligados à Coordenação de Arte e Cultura (CAC).