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Sarau coloca alunos de Letras no palco

Primeira edição da atividade contou com diversas apresentações de alunos do curso

© by Jota Junior

Performances musicais, apresentações de textos autorais e declamação de poemas – inclusive em Língua Brasileira de Sinais (Libras) – marcaram a primeira edição do Sarau da Letras, realizado no Auditório da Escola de Formação de Professores e Humanidades (EFPH), no Setor Leste Universitário. Alunos e docentes da graduação participaram da atividade, ocorrida na noite da terça-feira, 8.

Segundo a coordenadora de Letras, profa. Helen Suely Silva Amorim, o evento atende a um pedido dos próprios estudantes, que almejavam um momento para se expressar artisticamente. “Muitos escrevem e queriam apresentar seus trabalhos. A intenção é fazer uma edição por semestre, inclusive temáticas”, diz. Outra ideia, informa, é levar o evento para a Jornada da Cidadania, que ocorre neste mês.

Aluno do 5º período, o arte-educador Wallace Neres, 22 anos, abriu o sarau levando ao palco da EFPH música e poesia do sertão. Autores como Patativa do Assaré e João do Vale compuseram a performance, executada junto com amigos e ex-alunos. “Eu entendo como uma troca. Dou à universidade um pouco da minha arte, que é singela, feita na garagem de casa, mas pode tocar alguém”, refletiu, momentos antes de se apresentar.

Obrigatória para as licenciaturas, a Libras também foi tema de apresentação. Responsável pela disciplina, a profa. Thanis Bifaroni sugeriu à turma a apresentação do poema Borboletas, de Vinícius de Morais. Enquanto uma aluna declamava a obra, outra fazia o som de fundo com seu violão e o restante do grupo a tradução para a língua de sinais. Para a docente, a participação na atividade dá visibilidade à Libras junto à Escola. “É importante divulgá-la como segunda língua oficial do Brasil, compreender a cultura surda e incluir essas pessoas”, reflete.

Caloura da Letras, Gabriela Félix, 17, participou da declamação do poema tocando violão. “É um evento bacana para a gente conhecer os colegas de curso, mas que estão em outro período”, afirma ela, que se dedica ao instrumento há três anos.