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PUC Goiás sedia workshop de atualização em Influenza

Voltada a profissionais da área da saúde, formação trabalhou as informações mais recentes sobre prevenção, controle e tratamento do vírus respiratório mais popular em 2018

© by Wagmar Alves

A PUC Goiás sediou neste sábado, 14, o Workshop de atualização em Influenza, realizado pelas Sociedades Brasileira e Goiana de Infectologia, com o apoio da universidade. O evento reuniu profissionais da área da saúde e acadêmicos no auditório da Área 4, no Setor Leste Universitário, durante toda a manhã.

Presidente da Sociedade Goiana de Infectologia, Moara Santa Bárbara alertou para a preocupante disseminação de informações incorretas nas diferentes mídias e frisou para a importância da atualização dos agentes de saúde, responsáveis pelo atendimento direto à população. “O mais importante é que as pessoas pensem nas medidas preventivas, que as conheçam. A vacinação não é a única solução”, enfatizou.

Entre as medidas preventivas, além da imunização por meio da vacina, foram destacadas a correta higiene das mãos, precauções como o cuidado e acompanhamento do sistema imunológico, evitar lugares fechados, isolamento etc. e a quimioprofilaxia (prevenção de patologias por meio do uso de medicamentos).

H1N1 ou Influenza?

Um dos vírus respiratórios em circulação, o popular H1N1 não é a única forma de manifestação do Influenza. O H1N1 é apenas um subtipo do influenzavirus do tipo A. Por ser o mais comum em nossa região, acabou se popularizando e se tornando sinônimo do vírus entre a população.

Além do Influenza AH1N1, também estão em circulação o Influenza AH3N2 e o Influenza B. Todos são cobertos pelas vacinas trivalentes (disponível na rede pública) e quadrivalentes (mais comum na rede particular). Essa última, inclui também outro subtivo do Influenza B, menos comum.

A distinção, explica a infectologista, é importante até mesmo para que a população possa se prevenir, sem gerar desespero. Em Goiânia, a desinformação tem causado a falta de máscaras descartáveis e longas filas para vacinação. “Não estamos vivendo uma epidemia do vírus, mas a do desespero. Fala-se da vacina, mas ela é só uma das formas de prevenção”, afirma. “A epidemia de pânico, a desinformação aumenta os riscos. É preciso tomar muito cuidado com as informações que são passadas”, exclama a coordenadora do curso de Medicina da PUC Goiás, professora Luciana Pineli.

Ao falar da atualização, a docente destaca a importância de assumir uma postura responsável até mesmo nos atendimentos informais do dia a dia. Nós, profissionais, somos formadores de opinião. Se não sabemos, precisamos ter a humildade de dizer ‘eu não sei’ e buscar a informação correta antes de disseminar informações que podem levar pessoas a terem, inclusive, comportamentos que as exponham a maiores riscos”, alerta.

A importância de lavar as mãos

Pode parecer clichê, mas a lavagem adequada das mãos é a forma de prevenção mais eficaz. Por ser a área de maior contato com outras pessoas e com o ambiente, as mãos devem receber atenção especial em sua higienização.

Conforme explica a professora Luciana Pineli, cabe a cada um evitar o contato direto das mãos com a boca e os olhos, além da higienização correta: sempre que estiverem visivelmente sujas, é necessário lavar com água e sabão; se não estiverem, o uso de álcool gel é o suficiente. “Não precisa ser um e outro, é um ou o outro. Os dois, juntos, podem aumentar a lesão na minha pele, criando fissuras que aumentam o risco de transmissão”, explica.

Para a lavagem, é necessário considerar toda a área das mãos, incluindo o dorso, o espaço entre os dedos, as pontas dos dedos e até os pulsos. “É importante que toda a superfície da mão seja atingida com o movimento de esfregar”.

A prevenção combinada, no caso de infecções por vírus respiratórios como o Influenza, tem um peso maior porque a vacina, sozinha, tem efetividade avaliada entre 40 e 60% (dados do Center for Disease Control and Prevention, dos EUA) e durabilidade de nove a 11 meses.

O evento

Atualização voltada a profissionais, o workshop é uma realização conjunta entre as Sociedades Brasileira e Goiana de Infectologia, com o apoio do Hospital Estadual de Doenças Tropicais (HDT), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), da Secretaria Municipal de Saúde, do Hospital do Coração, do CEEN Pós-Graduação e da PUC Goiás.

“A PUC está sempre de portas abertas, principalmente em uma situação como esssa, quando há um impacto na população”, lembra Pineli. “É um momento importante para que a gente possa atualizar aqueles que serão, saindo daqui, os disseminadores dessas informações para tratar essa epidemia de pânico que tem ocorrido na cidade”.

Em sua programação, a formação contou com palestrantes ligados à Universidade de São Paulo (USP), ao HDT e à Secretaria da Saúde do Estado de Goiás (SES).

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Fotos: Wagmar Alves