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Roda de conversa encerra atividades do Mês da Mulher

Pimep desenvolveu ações e eventos em diversos espaços da universidade neste mês de março

Encerrando a programação do Mês da Mulher, o Programa Interdisciplinar da Mulher – Estudos e Pesquisas (Pimep) da PUC Goiás realizou na sexta-feira, 23, a roda de conversa Superando a violência contra as mulheres – Um diálogo relacional e interseccional.

A atividade, realizada em parceria com o Programa em Nome da Vida (PNV) e o Programa de Estudos e Extensão Afro-Brasileiro (Proafro), ambos da Coordenação de Extensão (Cdex) da universidade, contou com a participação dos psicólogos Ronaldo Gomes de Souza, docente e pesquisador do PNV, e Mayk da Glória, do Conselho Regional de Psicologia.

“Muitas vezes, nos fechamos muito em nós mesmas. Então convidamos dois psicólogos, homens e de entidades parceiras, para essa conversa”, justifica a coordenadora do Primep, professora Luciene Falcão.

Na plateia, acadêmicos das escolas de Direito e Relações Internacionais e de Comunicação, além de pessoas de diferentes escolas e instituições. Entre eles, os acadêmicos de Enfermagem Joyce Cabral, 22, e Bruno Spíndola, 20. “A área da saúde não discute tanto o tema, pelo menos em profundidade. Acho importante que um enfermeiro esteja inserido nesse contexto, até para identificar se algum paciente sofre esse tipo de violência e intervir”, afirma ela, que iniciou os estudos junto ao Pimep neste semestre. “Foi um assunto que nunca me chamou tanto, mas, pensando de forma profissional, concordo com a visão dela e quis participar para ampliar horizontes. Quando é algo que não te atinge, é preciso ter esse tipo de espaço e discussão para sensibilização”, considera ele.

Vivendo na prática a diferença ainda existente entre o trabalho de uma equipe multidisciplinar feminina e uma mista, com a presença de homens, a voluntária Thainara Mariano viu no Pimep, onde a equipe é mista, um exemplo de como é possível esse trabalho em harmonia. “Nós merecemos ser respeitadas e, nas equipes onde trabalhei, em hospitais, já percebi, infelizmente, diferença de tratamento, de consideração, como se a opinião da mulher valesse menos. Já no Pimep existe a liberdade de se expressar livremente, com homens e mulheres e, ainda assim, se sentir respeitada, acolhida”, explica ela que é acadêmica de Psicologia em outra universidade da capital.

A atividade encerra o ciclo de rodas de conversa, conferências, exposições e ações para o Mês da Mulher. Este foi o primeiro ano em que o Pimep estabeleceu um calendário tão extenso. “Foi uma experiência muito boa. O debate tem que existir”, frisa a coordenadora.