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Universidade recebe encontro de campanha contra assédio

Especialistas, incluindo pesquisadoras da instituição, debateram as consequências e as formas de atuação em casos de violência

© by Ana Paula Abrão

No Dia Internacional da Mulher, a PUC Goiás recebeu o 8º Encontro Não vai ter psiu! Semeando a paz, campanha contra o assédio realizada pela Câmara de Goiânia. Realizado no Auditório da Área 1, na Praça Universitária, o evento reuniu acadêmicos na noite desta quinta-feira, 8, que acompanharam debate sobre as consequências e as estratégias de atuação após casos de violência doméstica. A programação teve o apoio do Programa de Direitos Humanos (PDH) e do Programa Interdisciplinar da Mulher – Estudos e Pesquisas (Pimep) da universidade.

A coordenadora do Pimep, profa. Luciene Falcão, citou pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada neste Dia da Mulher, que revelam diferenças de condições e relação aos homens em diversos aspectos, como rendimento, formalização e disponibilidade de horas para trabalhar. “A gente quer transitar nas ruas, ter um emprego digno. O desejo é de igualdade na nossa sociedade. Esse debate é essencial dentro da universidade para que a gente caminhe para uma sociedade mais igualitária”, ponderou.

Além da coordenadora do Pimep, a profa. Vera Morselli, do Programa em Nome da Vida (PNV) também participou das discussões sobre violência doméstica. Desde 2015, ela desenvolve um trabalho com homens autores de violência no Centro de Referência Estadual da Igualdade (CREI), encaminhados para os chamado grupos reflexivos pela Justiça. Lá, eles participam pelo menos 10 encontros – semanais ou quinzenais – com 1h30 de duração.

De acordo com Vera, em mais de dois anos, cerca de 250 foram atendidos e os índices de reincidência são baixíssimos. “É quase zero. Dos casos que a gente tem notícia da reincidência, foram daqueles que abandonaram o grupo”, informa.

Ela relata que o diálogo estabelecido com esses homens revelou a importância de uma abordagem educativa do assunto. “Eles chegam muito irados e, no final, já tivemos o caso de um homem que participava de dois horários de encontro. Ele me disse assim: ‘se soubesse disso antes, jamais teria feito o que fiz’. Eu trago muito do que eles me disseram no sentido da gente colocar um projeto de educação desse tipo nas escolas de ensino fundamental e médio”, explica.

As psicólogas Florença Costa, que atua como terapeuta familiar e conjugal, e a advogada Ilma Araújo, presidente da Associação Projeto Semeando a Paz, parceira permanente da campanha Não vai ter psiu!, também integraram os de bares.

Parceria consolidada

O vereador Andrey Azeredo (MDB), presidente da Câmara de Goiânia, destacou a parceria com a PUC Goiás, junto com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), para o evento. “É direito da mulher fazer a escolha que ela deseja, e essa escolha precisa ser respeita por todos”, afirmou, ressaltando o papel da conscientização de meninos e homens sobre o assunto.

Participação

Aluna do 7º período de Psicologia, a Samanta Alves Pereira, 20 anos, participou da programação a convite da coordenadora do Pimep. Em seu estágio, ela e colegas estão trabalhando justamente com a questão da violência contra a mulher. “Até o final do mês, queremos organizar rodas de conversa, na Clínica Escola da PUC, para que as vítimas de violência ou mulheres que presenciaram a violência possam compartilhar suas experiências”, afirma.

Exposição

Os participantes também puderam conferir a exposição Fotogravida, no Hall da Área 1. As imagens são fruto de parceria entre as professoras Gislaine Gonzaga, da Enfermagem, e Deborah Borges, da Escola de Comunicação, que registraram em fotos  a trajetória de grávidas de baixa renda.

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Fotos: Ana Paula Abrão