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Primeiro pedido de patente da PUC é registrado

Pesquisa pioneira utiliza cascas de pequi para tratamento de água contaminada com agrotóxico

A universidade entrou com seu primeiro registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), na última quarta-feira, 20. O pedido foi referente a uma pesquisa desenvolvida por professores e uma acadêmica do curso de Engenharia Ambiental, que se consiste no reaproveitamento de casca de pequi a fim de tratar água contaminada com agrotóxico.

A pesquisa intitulada Processo de obtenção e utilização de carvão absorvente proveniente da casca de pequi para tratamento de água contaminada com glifosato, conta com a participação da estudante Lana Lima Borba e dos professores Martha Nascimento Castro, Renata Médici Cuba e Thiago Augusto Mendes.

O pedido de patente foi registrado pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), que está vinculado à Agência de Inovação da PUC Goiás. De acordo com o coordenador do Núcleo, prof. Marcos Lajovic, além do caráter inovador, a preocupação ambiental foi um diferencial da pesquisa, por trabalhar com o reaproveitamento de resíduos que iriam para o lixo. Em função disso, o projeto se enquadra na categoria de Patentes Verdes do Inpi, ganhando prioridade em relação às demais.

“Uma patente comum leva uma década para ser aprovada e as prioritárias cerca de dois anos. O registro concede aos pesquisadores o monopólio da pesquisa e o intuito é comercializar a patente e aplicar o investimento em pesquisas da universidade”, adianta o coordenador do NIT. O Núcleo tem a função de proteger a produção intelectual da instituição, além de realizar acordos com empresas e transferência de tecnologia.