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PNV finaliza rodas de conversa com oficiais de justiça

Trabalho resultará em reuniões para melhorias nas condições de trabalho de oficiais de justiça em todo o Estado

© by Jota Junior

O Programa em Nome da Vida (PNV), da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil (Proex) da PUC Goiás, realizou na tarde desta terça-feira, 28, o último encontro da Roda de Conversa Saúde do Trabalhador, com oficiais de justiça do Estado e voluntários do programa, no Plenário da Sociedade Goiânia de Cultura (SGC).

A ação, que foi iniciada no começo do semestre com os oficiais do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, teve como foco intervenções, de forma lúdica, para mudar fontes de insatisfação e sofrimento no ambiente de trabalho. “Foi um trabalho para resignificar questões de promoção da saúde do trabalho, prevenindo doenças psicosociais desses profissionais”, frisa o professor Ronaldo Gomes de Souza, coordenador da atividade.

Alessandro Gonçalves foi um dos nove oficiais que participaram da atividade neste semestre. Para ele, os sete encontros quinzenais foram importantes para retomar a confiança de trabalhar após um grande trauma. “Para mim foi ótimo. Perdi meu pais há nove meses e acabei desenvolvendo síndrome do pânico. Não conseguia sair sozinho para trabalhar. Hoje, não estou 100%, mas já consigo fazer muita coisa sozinho. tenho autonomia”, explica ele, que também é diretor do Sindicato dos Oficiais de Justiça em Goiás (Sindojus-GO).

Para a atividade, o PNV conta com o apoio de alunos e profissionais voluntários, que participam, também quinzenalmente, de um grupo de estudos ligado à temática. A partir das demandas trazidas pelos participantes do grupo focal, os voluntários e professores desenvolvem, conjuntamente, suas atividades. Antes dos oficiais de justiça, o Programa trabalhou com professores e funcionários da Secretaria Municipal de Saúde e policiais da região metropolitana de Gioânia.

Voluntário do PNV há seis anos, o enfermeiro Iel Marciano destaca a satisfação sentida ao ver o desenvolvimento dos participantes. “No inicio, eles eram individualistas. Agora, todas as atividades do grupo e no local de trabalho são realizadas de maneira conjunta, melhorando o rendimento”, explica.

Com o fim das atividades em grupo dentro da universidade, reuniões com o sindicato e o TJGO devem ser realizadas para pensar na melhoria das condições de trabalho da categoria, em todo o Estado.

 

Texto com a colaboração do estagiário de jornalismo Patrick Walison.