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Proafro encerra seminário sobre combate ao racismo

Última mesa redonda do evento foi voltada para as áreas de Psicologia e Serviço Social

© by Wagmar Alves

A atuação de psicólogos e de assistentes sociais para o enfrentamento ao racismo foi tema de mesa redonda de encerramento do seminário Negritudes, educação, direitos humanos e combate ao racismo, organizado pelo Programa de Estudos e Extensão Afro-Brasileiro (Proafro) da PUC Goiás. Realizada na noite desta quinta-feira, 23, na Sala Multiuso 1 da Área 4, a atividade marca as ações do mês da Consciência Negra.

Aberto na última segunda-feira, 20 – Dia da Consciência Negra, na Escola de Formação de Professores e Humanidades (EFPH), com programação para calouros das licenciaturas, o seminário também passou pelo Câmpus II da universidade na terça-feira, 21.

De acordo com a coordenadora do Proafro, profa. Irene Dias, cerca de 300 pessoas acompanharam a programação nos três dias. “Ficamos muito felizes com essa participação. Acreditamos que o Dia da Consciência Negra precisa ser todos os dias, pois há o racismo explícito, mas também existe o sutil e cada um de nós tem que questiona suas atitudes racistas”, defendeu, lamentando que Goiânia não tenha decretado o 20 de novembro como feriado.

Irene destaca que a população negra brasileira precisa de metodologias específicas de atendimento, por causa da opressão e da negação de direitos vividas ao longo dos anos. “É uma população que teve sua identidade e sua ancestralidade negadas”, pontuou.

A coordenadora do curso de Serviço Social, profa. Carmem Regina Paro, ressaltou a parceria com extensão, por meio do Proafro, e destacou que as diferenças não devem gerar desigualdades.

Participação

A mesa redonda contou com a participação do psicólogo Cláudio Henrique Pedrosa, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que abordou a questão do racismo em sua área de atuação. “Na época em que a diferença racial era aceita cientificamente, a psicologia discutia bastante a inferioridade intelectual dos negros. Com a da queda teoria racista, a psicologia se calou e por muito tempo existiu uma falta de trabalhos sobre a população negra”, comparou.

Egressa da instituição, a psicologia Cecília Viera, do Instituto Afro-Origem e da da Rede Nacional de Psicólogos e Psicólogas contra o Racimo, também participou da mesa, ao lado da mestranda em Serviço Social pela PUC Goiás, Elaine Moura.

(Com a colaboração de Gabriel Araújo, estagiário da Dicom)

 

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Fotos: Wagmar Alves