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Pris promove mesa-redonda sobre residência multiprofissional

Atividade reuniu alunos, professores, voluntários e candidatos da seleção, que será realizada neste domingo

© by Patrick Wallison

Atividade almejada por diversos novos profissionais da área da saúde, a residência multiprofissional tem muitas similaridades com a extensão universitária. A começar pelo contato direto com a população, no atendimento às demandas das comunidades locais. O desenvolvimento humano do profissional de saúde também é outro ponto a ser destacado. Pensando nisso, o projeto extensionista Pris na Comunidade: Saúde e Políticas Públicas, ligado ao Programa de Referência em Inclusão Social (Pris) da PUC Goiás, realizou ontem, às 17 horas, a mesa-redonda Residência Multiprofissional da Área da Saúde: desafios e perspectivas.

O evento, realizado no Auditório da Área 4, no Setor Leste Universitário, reuniu acadêmicos dos cursos de saúde da universidade e de outras instituições, professores e voluntários do Pris. Participaram da mesa o professor Kemil Rocha Sousa, a dra Maria Alice Coelho, coordenadora da residência no Hospital das Clínicas, o professor Sebastião Benício, preceptor no Hospital das Clínicas, e Thallissa de Melo, uma das residentes atuais.

Muito concorrida e com poucas vagas, a seleção para a residência multiprofissional tem como um dos principais tópicos o currículo. Nesse quesito, egressos que atuaram em ações extensionistas têm vantagem. “Na seleção, o currículo é muito importante e a extensão, claro, é uma oportunidade a mais para que o aluno se destaque. O ideal é que o aluno se prepare a médio e longo prazo para alcançar esse objetivo de entrar na residência com mais tranquilidade”, explica a coordenadora do Pris na Comunidade: Saúde e Políticas Públicas, professora Andrea Magalhães.

Exemplo vivo do conselho dado, a acadêmica do 6º período de Fonoaudiologia Barbara de Souza Amorim, 20, se prepara, desde o início do curso, para a disputada residência. Entre as atividades já realizadas, estão cursos de extensão, de atualização e a atividade extensionista no Projeto Alfadown, ligado ao Pris. “Já estou me preparando porque quero sim tentar. A mesa-redonda de hoje vai ser importante para conhecer mais sobre os desafios que nos esperam na residência e sobre o que esperam dos candidatos na seleção”, pontuou.

Profissionais humanizados

Atualmente, a residência multiprofissional da área da saúde engloba 14 profissões. Na PUC Goiás, duas escolas são impactadas pela seleção: a Escola de Ciências Sociais e da Saúde e a escola de Ciências Médicas, Farmacêuticas e Biomédicas. No Pris, o grupo de alunos e profissionais de saúde trouxe a ideia e participou da organização, dentro do projeto Pris na Comunidade. “Ao mesmo tempo que tínhamos muitas ideias, percebemos que deveriamos discutir a saúde de forma multidisciplinar mesmo”, explica Thais Cecílio, profissional voluntária.

“É um espaço para trazer os aspectos gerais da residência multiprofissional e a sua importância na comunidade, evidenciar o impacto ela tem. O evento é também uma oportunidade de atualização”, afirma a coordenadora do Pris, professora Juliana Hannum.

Para o coordenador de Extensão (Cdex) da PUC Goiás, professor Leônidas Albano, que representou a Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil (Proex) no evento, o foco humanizado da residência e da extensão aproxima muito as duas propostas. “A residência é um lugar muito querido pela extensão, porque é o lugar que acolhe muitos profissionais que passam por nós. É uma formação que torna profissionais mais humanos e capacitados para que continuem atuando na saúde pública”, pondera. “A proposta da residência já tem, em si, esse diálogo com a extensão. É formação humana e formação humana é importante para que o aluno e o profissional tenham também uma atuação mais critica”, finaliza.