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Simpósio trabalha diferentes olhares sobre o suicídio

Contexto histórico, diferenças ao longo da vida, atenção primária e prevenção foram alguns dos focos do evento, que lotou o Auditório da Área 4

Estudantes lotam auditório da PUC Goiás para ouvir professor falar sobre contexto histórico do suicídio© by Jota Junior

Tema atual, transversal e cada vez mais necessário, a discussão sobre o suicídio ganhou força na universidade por iniciativa dos próprios alunos. Aproveitando a movimentação trazida pelo Setembro Amarelo, acadêmicos de cursos da Escola de Ciências Sociais e da Saúde da PUC Goiás se organizaram para a realização do I Seminário Goiano de Prevenção ao Suicídio. O evento ocorreu nesta terça-feira, durante toda a tarde e noite, no Auditório da Área 4, no Câmpus I da instituição.

“As vagas esgotaram em apenas cinco dias. Nossa intenção é fazermos o evento anualmente”, conta o acadêmico do curso de Enfermagem e coordenador geral do simpósio, Ricardo Araújo Costa.

A motivação para a criação do evento surgiu a partir de conversas informais entre os alunos dos cursos da saúde. A ideia cresceu e o projeto foi apresentado para a direção da Escola, que acreditou no simpósio. “Não imaginávamos que seria um evento dessa proporção, então ficamos muito felizes com tantas pessoas interessadas. É um evento importante, atual, que precisamos discutir de forma aberta”, frisa o diretor Renato Sandoval.

Programação

Para trabalhar o assunto, o simpósio contou com palestras e mesas-redondas, trabalhando o contexto histórico do suicídio, a questão em diferentes fases da vida, práticas e cuidados na atenção primária, prevenção e temas atuais como o seriado Os 13 Porquês e a baleia azul.

“O suicídio é um grande tabu da nossa sociedade, então é preciso trazer o assunto à tona no nosso cotidiano, no café da manhã, na sala de aula, no ponto de ônibus. A morte não pode ser vista como algo sujo. Quando falamos sobre, naturalizamos e é isso mesmo”, pontua o professor, filósofo e historiador Pedro Cáceres, um dos palestrantes. “A morte é algo inevitável. Ela não é importante. O importante é o que faremos entre o nascimento, que também é inevitável, e a morte. O importante é viver, viver intensamente”, esclarece.

Saiba mais sobre o evento no site oficial e confira as dicas trazidas pela organização nesta página do simpósio.