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Universidade promove I Seminário de Arqueologia Subaquática do Centro-Oeste

Programação inclui palestras, debate sobre legislação do patrimônio submerso, simpósio e demonstrações práticas

© by Wagmar Alves

Assunto ainda pouco discutido no Brasil Central, a conservação do patrimônio submerso foi trabalhada no I Seminário de Arqueologia Subaquática e Suas Perspectivas Fluviais do Centro-Oeste, evento aberto na tarde de ontem, 27, no Auditório 2 da Área 2, Setor Leste Universitário. De iniciativa dos alunos do curso de Arqueologia e com o apoio da universidade, por meio do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia (IGPA), do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e de empresas, o seminário segue até amanhã, com palestras, debates, apresentações de pesquisas e demonstrações práticas.

Para o coordenador do simpósio, Eliezer Botelho, a área, geralmente considerada em ambientes litorâneos, não deve ser ignorada em uma região tão rica de recursos como o Centro-Oeste brasileiro. “Nós temos uma bacia hidrográfica muito grande e isso não é algo muito explorado, sendo que tem campo”, pontua.

Além de ampliar o debate e trazer informações sobre a arqueologia subaquática para os acadêmicos, professores, pesquisadores e profissionais de arqueologia, o aluno acredita que o reflexo dentro da universidade será muito grande. “Vai abrir um leque muito interessante”.

A coordenadora do curso, professora Cristiane Dantas, concorda. “É um assunto que acabou restrito por um tempo. É um marco importante para o Centro-Oeste, porque ultrapassa a barreira da universidade”, explica.

Carência profissional

Escolhido como o primeiro palestrante, o professor Luiz Felipe Santos, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe e responsável pelo canal de divulgação científica Olhar de Arqueólogo, no YouTube, introduziu o tema aos presentes.

“Hoje nós temos uma carência enorme de profissionais para atuarem na área. Há 20 anos, éramos poucos. Continuamos poucos hoje”, pontua ele, que tem experiência no estudo do baixo Rio São Francisco. “Nossa carência é de ‘arqueólogos anfíbios’, que irão atuar tanto na terra quanto em ambientes úmidos”, brinca.

Um dos pontos importantes levantados por ele, é que ainda conhecemos muito pouco sobre o ambiente subaquático no Brasil, então é preciso estudá-lo, tendo em vista a conservação desse patrimônio. “Precisamos de mais profissionais de conservação que tenham esse diálogo com o ambiente submerso”.

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Fotos: Wagmar Alves