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Universidade recicla olhares sobre a educação brasileira

Ruy Guilherme de Souza, da Universidade Federal de Roraima, refletiu sobre o papel científico do professor no processo de ensino-aprendizagem

© by Ana Paula Abrão

Atenta ao perfil das novas gerações e às demandas da contemporaneidade, a PUC Goiás reúne todos os seus professores, antes do início das aulas, para reciclar as práticas pedagógicas institucionais, além de discutir a educação superior no Brasil. Nesse contexto, um dos momentos de destaque da 46ª edição da Semana de Integração Acadêmica e Planejamento (Siap), que movimenta a universidade desde o último dia 28, foi a participação do professor de Neurologia e Educação Médica da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Ruy Guilherme de Souza.

Ele partilhou na última quinta-feira, 30, com os docentes da área da Saúde, sua experiência alusiva ao sistema de avaliação do curso de Medicina, na instituição onde leciona, além da bagagem adquirida no Brasil e no exterior com a militância na educação médica.

“Queremos que o professor entenda que o papel dele não é dar aula, mas sim, dar feedback para o aluno naquilo que ele aprende. O sentido da avaliação não é dar nota”, ressaltou o docente. Ao citar grandes nomes da educação brasileira, como Paulo Freire e Rubem Alves, o professor Ruy enfatizou que os docentes precisam refletir sobre seu papel e sua importância como cientistas.

“Os professores precisam entender a relevância do que fazem como coisa científica e não como ato de trabalho contratado por um patrão. Quando vai falar com os alunos tem que estar amparado na ciência pedagógica e não repetir a mesma tradição de sempre”, analisou.

Além disso, outro ponto a ser considerado é o perfil de estudante que atualmente ingressa nas universidades, fruto de uma geração que nasce bem depois dos anos 1990: jovens que têm uma interação média com a internet de 9 horas diárias, fato que possibilita o acesso a uma quantidade extensa de conteúdo. “Neste caso, o papel do professor é ajudar a navegar neste mundo. Os jovens trazem uma fragilidade ao diferenciar aquilo que é fato daquilo que é fake news e só isso já é uma janela maravilhosa para o docente atuar”, concluiu.

A coordenadora de Apoio Pedagógico da universidade, profa. Luciana Alves Machado, prestigiou a atividade e explicou que a instituição busca novas práticas pedagógicas, principalmente, no que diz respeito ao sistema avaliativo do aluno. Voltada para os cursos da Saúde, que têm se esforçado com a implantação de novas práticas, como as metodologias participativas, por exemplo, o intuito da atividade foi motivar os professores para começarem o semestre letivo com um novo olhar sobre seu papel e sobre o perfil dos novos alunos.