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Livro-reportagem homenageia dois mestres da PUC

Dj Oliveira e Confaloni são retratados em trabalho de conclusão de curso do Jornalismo

© by Arte: Ana Amélia Ribeiro

Dois professores e pioneiros do Modernismo em Goiás foram o tema do livro-reportagem das formandas em Jornalismo da PUC Goiás, Mariana Rodrigues de Freitas e Cláudia Cunha, apresentado em dezembro e que garantiu a aprovação das estudantes com nota máxima. Os artistas Frei Nazareno Confaloni e DJ Oliveira tiveram suas trajetórias abordadas no trabalho Modernismo em Goiás – Pioneiros e suas Influências, orientado pela professora Débora Borges.

O livro conta com depoimentos de artistas que conviveram com os pioneiros, além de estudiosos da área, como o jornalista e produtor cultural, PX Silveira, os artistas Amaury Menezes, Sáida Cunha, Alexandre Liah, Valdir Ferreira, Neusa Baiocchi e Maria Abadia Silva. Testemunhas e participantes de um período de grande efervescência no cenário das artes plásticas por todo o Estado e que contribuem, diretamente, para a distribuição e difusão da arte em Goiás.

Segundo Mariana Rodrigues, a ideia surgiu a partir do momento que conheceu a artista Sáida Cunha e percebeu o carinho que ela tinha com as obras de seu acervo, dos dois artistas. “Queria finalizar minha graduação com um tema que valorizasse a cidade, busquei com a elaboração deste livro – a partir de dois grandes nomes do Modernismo em Goiás, os pioneiros DJ Oliveira e Frei Nazareno Confaloni – contar um pouco da história da construção da cidade e a influência desses artistas no presente, em diversos projetos culturais realizados na cidade e no Estado”.

O paulistano DJ Oliveira veio para Goiás em 1956. Em Goiânia, passou a dedicar-se exclusivamente à pintura, à gravura e aos murais, sempre retratando temas do cotidiano goiano.  Foi professor da Escola Goiana de Belas Artes, que é a Escola de Artes e Arquitetura da PUC Goiás, de pintura, desenho e gravura.

Ele foi colega de Frei Confaloni, italiano radicado em Goiás, que foi um dos criadores da Escola de Belas Artes, onde lecionou pintura e desenho. O centenário de Confaloni, celebrado em 2018, resgatou seu compromisso com a estética modernista e todo seu legado que influenciou as artes modernas goianas.

Segundo a pesquisa das estudantes, a partir da atuação desses artistas com orientação modernista, que o processo artístico em Goiás começou a se estruturar e a dialogar com a arquitetura Art Déco, adotada na construção de Goiânia. O trabalho tem capa da artista Ana Amélia Ribeiro, egressa do curso de Jornalismo da PUC, e será apresentado na próxima edição do Congresso de Ciência e Tecnologia da universidade.